Narf
Paulo Rogério B. Rocco
Com um traço linearmente perfeito
Delineado com pena de ouro em nanquim
Seguindo formas clássicas, porém de vanguarda
Simetricamente repartindo essas jóias que a conduzem
Belíssima criatura que é condutora desses meus passos
Arrastando-me a contos de fadas ainda a contar
Às crianças que creem nesse lindo paraíso
Onde vive um ser igualzinho a mim
Dos braços às mãos, nesses abraços
Envolvendo pernas e balanços nesse mar
Encobrindo até a cabeça, escondendo o sorriso
Vivendo fantasias, roteiros fantásticos e sedução enfim
Mergulhando sem oxigênio na água límpida de um jeito
Como se fosse a sereia, princesa ou coisa assim
Pronta a me encantar e tirar dessa jangada
Atirando-me na água onde reluzem
Estrelas do mar, cadentes e acesas
E iluminam o caminho em direção à poesia
Para que a Narf erga-se por entre ondas brancas
E leve minha mente e mãos às teclas mágicas da vida
Sem pular nenhuma palavra que eu termine a obra lida
Inspirando-me em novos voos sem que trancas
Prendam-me à realidade crua no dia-a-dia
Pra ser visto por Narfs ou princesas
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