Ordenação
Paulo Rogério B. Rocco
Todas vocês, prestem atenção
Principalmente as quatro aí do fim
Gostaria de um pouco de ordem na frase
Pelo menos algo que se entenda mais facilmente
Não precisa ter nenhum significado filosófico profundo
Basta ser simples, como é bem simples, assim simplesmente
Parem de se embaralhar como se corressem em minha mente
Fiquem na ordem exata, por mim e por todo este mundo
Que precisa de vocês para que, ao menos, a gente
Entenda que mesmo a lua em qualquer fase
Está inteira a espera de um verso assim
De um poeta de todo o coração
E por mais tímida e sem calor
Minguando em sua névoa tão espessa
Ainda inspira cantos em todos esses cantos
Mas vocês têm que estar juntas para isso acontecer
Uma de cada grupo, a começar por você, daí a primeira
Que está sempre na frente de todas, como se tudo dependesse
De começar do início. Mas se começa também como se lesse
Um livro do destino de trás pra frente ou como se queira
Assinalando com um marca texto cada letra que ver
Que perfiladas criam dos risos aos prantos
Poesias talvez até confusas como essa
Pois bem, letras, formem o amor
A Bússola
Paulo Rogério B. Rocco
As setas giram no sentido horário e ao inverso
Como minha cabeça ao tentar compor o verso
Que versa sobre a direção em que devo seguir
Ontem, hoje, depois de amanhã, indo só por ir
Sem contar com a bússola que quebrou agora
Como relógio que enfeita, mas não marca hora
Sigo o caminho indo pelas estrelas do inverno
Que guiam a direção desse meu rumo interno
É quando seu brilho se intensifica e me indica
A flecha que pára na constelação e que ali fica
Mostrando a sua luz para o meu norte retomar
Sei onde me encontro, só não sei como chegar
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